quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

A morte de um sonho que é amor

Truman Capote escreveu um dia que "A morte de um sonho é tão triste e dolorosa como a própria morte" e que por isso "merece o respeito e o luto daqueles que a sofrem".
É triste ver morrer um sonho, mais quando é um sonho de vida, um sonho que chegou a ser real, que foi alimentado, que nasceu, cresceu e agora definha à nossa frente. Pior é quando esse sonho se fez a partir de nós, de esforço, de lágrimas, de sofrimento, quando demos tudo por ele e o tudo não foi suficiente, porque pelos vistos o sonho precisava de mais, ou de coisas diferentes, ou de outra pessoa a tratar dele que não nós.
Há quem nos mate os sonhos, e a esses ganhamos ódio, depois desprezo, e com o tempo indiferença, que poderá até acabar em compreensão, e num entendimento amistoso, porque o tempo faz milagres, e todos aprendemos isso, precisamente, com o tempo.
E depois há os sonhos enterrados por nós, funerais que nos destroem tanto ou mais do que os outros, projectos de vida que deixam de o ser, pedaços da nossa existência numa ida sem volta, braços que se baixam com tudo o que isso significa. Quando matamos um sonho, quando nos decidimos a matá-lo, assumimos uma derrota, um falhanço, e vem então a frustração, a sensação de que somos uns falhados, de que não servimos para nada, de que somos uma merda.
O amor perfeito é um sonho que nunca se torna real, mas que por via dos filmes e das histórias de cinderelas queremos que nos apareça pela frente, queremos descobri-lo numa mesa de um café, num banco de jardim, na casa de um amigo, no elevador do local de trabalho, à porta de um bar no Bairro Alto ou no Facebook. O tempo - lá está, o tempo - vem mostrar-nos que os amores perfeitos têm a duração de uma vivência curta, porque depois vêm os problemas, as rotinas, vai-se o encantamento, some-se o frio no estômago, e o que fica tem de ter força para nos fazer querer ficar também. Mas quando ficamos, não podemos ficar por ficar, não nos podemos contentar com um passado que foi muito bom, mas que é passado. Não é. O presente é o que nós quisermos que ele seja, e se nós quisermos que ele seja igual ao passado não devemos deixar de lutar por isso. As surpresas existem quando queremos que elas existam, tal como os desafios, as loucuras, os planos atrevidos ou utópicos, os sonhos acordados, tudo é possível, basta querer-se.
Havendo sempre isso, haveria amores perfeitos. Mas nunca ninguém quer lutar sempre, nunca ninguém quer dar-se ao trabalho de lutar pela relação perfeita, e é daí que vem a resignação, o contentarmo-nos com o pouco que temos, o dar graças por isso, porque há gente muito mais infeliz e miserável.
Mas a vida não é isso. O amor não é isso. E quando o nosso presente é isso, quando o nosso amor está reduzido a isso, não é amor, é apenas o que resta dele, e o que resta dele não nos preenche, não nos alegra, não nos serve, faz-nos querer outro amor, faz-nos querer viver outros amores, os ardentes e apaixonados, os tais dos frios no estômago e das surpresas, o dos primeiros beijos e das descobertas.
Nunca devemos pensar que vamos viver o amor perfeito. Mas só lutando por um amor perfeito conseguimos viver o melhor amor possível. E então seremos felizes.
 

domingo, 15 de Novembro de 2009

Deve ser o tempo, que me quer igual a ele.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Henry, the first

Foi há um mês e meio que pressenti que me morrias, que tinhas ido sem avisar.
Soube depois que ainda estavas aí, mas aquele peso com que acordei, a ideia de te perder e o medo continuaram.
Eu sei que um dia te vais, como sei que nunca te deixarei ir.

Parabéns

Parece que foi ontem que a encontrei no metro e que ela me disse, num sorriso embaraçoso, que estava grávida.
A Sara nasce hoje, por estas horas.
Bastar-te-á seres como a tua mãe e serás grande.
Parabéns, Si.
Parabéns, Ricardo.
Bem-vinda, Sara.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Henry

Posso faltar-te, posso gritar-te, posso dar-te uma palmada, posso pôr-te de castigo, posso obrigar-te a comer a sopa de que não gostas, posso recusar-te a Coca-Cola e o chocolate, mas basta que passe 1 minuto para que me respondas a tudo isto com um abraço e um "gosto muito de ti".

Ao contrário de mim, tu não me faltas, tu nunca me faltaste, mas fazes-me tanta falta.
Nem sabes quanta.
Cansei-me de ser eu.
Aconteceu, e ainda não passou.
Então meti férias de mim.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

The Groom

Já me tinham dito que o papel do noivo em todo o processo de um casamento é mais ou menos acessório, que não é mais do que o tipo que está lá no altar (discreto, quietinho) à espera que chegue a estrela do dia. E a verdade é que é mais ou menos assim. Mas também não é uma coisa particularmente aborrecida.

Ninguém quer saber como é que vai ser o fato do noivo. O próprio noivo só se preocupa com o assunto um mês antes do casamento - e basta!, diria até que um mês até parece muito. É um fato escuro, normalito, e a variação que se impõe é a do laço/gravata, e a cor do mesmo.

Ninguém quer saber de como é que o noivo vai levar o cabelo. Será com o usa sempre, e se for muito diferente disso pode criar irritações, por isso, é melhor não inventar.

Ninguém quer saber o que o noivo acha do vestido da noiva, até porque o noivo não o pode ver.

Ninguém pergunta ao noivo com que música é que ele quer entrar na igreja, porque a essa hora já toda a gente só consegue pensar na noiva, no vestido da noiva, no atraso da noiva, no quão deslumbrante ou pindérica deve estar a noiva (é até normal muita gente nem se aperceber da chegada do noivo).

Ninguém liga verdadeiramente aos padrinhos do noivo. Até porque o papel deles é residual. Não têm de ir ver vestidos, não têm de organizar despedidas de solteiro, não têm de opiniar sobre decorações, acessórios de moda, etc.. São pessoas que estão ali ao pé do noivo, mas também eles expectantes sobre o vestido da noiva.

Também o noivo não costuma ser muito imperativo no que toca a datas exactas ou locais. Geralmente é a noiva que diz "o casamento tem de ser neste dia, porque faz neste dia dois anos que nós comemos pela primeira vez um gelado de framboesa e nata", ou "o casamento não pode ser nesta quinta porque tem uns azulejos de parede assim, porque tem uma decoração assado, porque as mesas são de 8 lugares e não são de 10, porque o Frederico e a Mafalda casaram-se aqui e eu odeio-os". Para o noivo, por norma, é tudo mais ou menos indiferente, e as imposições não são radicais.

Eu só tenho uma certeza: é contigo que quero casar.
O resto, é como te fizer mais feliz*.

* Se o local do copo d'água não tiver chão de churrasqueira eu agradeço, pronto.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

As coisas simples da vida

Há meses que observo isto, e acho que chegou a hora de falar do assunto.

Mas por que é que as pessoas que andam de metro têm medo de colocar o passe, ou o bilhete, no local de leitura das bandas magnéticas? É que praticamente ninguém o faz. Senão vejamos.

Os atravessados. São aquelas pessoas que põem o passe na diagonal para ver se, assim, o leitor o identifica. Há ali uma aresta do cartão que toca no leitor de banda, mas o resto do passe está na diagonal. Por normal, esta operação demora uns 7 segundos, porque, como é óbvio, o leitor não capta logo o chip do passe, o que faz com que estas pessoas vão descendo devagarinho o passe, muito devagarinho, até ele ficar praticamente paralelo ao leitor, que então lá abre as portas. E eu atrás à espera.

Os ai-não-me-toques. Estes nunca, em momento algum, ousam tocar com o passe no leitor da banda magnética. Aproximam o cartão uns 10 centímetros para ver se assim resulta – nunca resulta, meus caros, vocês já andam de metro há muitos anos, todos os dias, e já deviam saber isso. Claro que acabam por ir baixando o cartão lentamente, até que, quando estão a uns dois centímetros do leitor, as portas abrem-se. E eu atrás à espera.

Tirar o cartão da mala? Nunca na vida. Só me falta ver alguém tentar meter uma mala de viagem em cima do leitor, para ver se, mesmo assim, as portas se abrem. É que há gente que passa por lá carteiras, porta-moedas, malinhas de mão, malas de tiracolo, mochilas, tudo com a preguiça de tirarem de lá de dentro a porcaria do passe. Dá assim tanto trabalho? Não é muito mais aborrecido ficarem 15 segundos à espera até que consigam encontrar a posição certa que permita ao leitor reconhecer o cartão? E eu atrás à espera.

Esfrega, esfrega. Estes são os mais engraçados. É aquela malta que até põe o passe em cima do leitor, mas que depois, em vez de o deixar lá quietinho, não, começa a esfregá-lo, a agitá-lo de um lado para o outro, como se assim fosse mais fácil ao leitor reconhecer o cartão. Não percebo.

É aqui ou é ali? Como é que isto funciona? Depois há aquela malta que nunca anda de metro e que quando anda não sabe o que fazer ao bilhete. São os que ficam a olhar para todo o lado a ver onde é que se enfia o cartãozinho verde. E como não há ali nenhuma ranhura não sabem o que fazer. E põem-se a olhar para as pessoas do lado para ver como é que é. O pior é que na maior parte das vezes, ao lado, está um dos quatro tipos anteriores de pessoa. E como elas vêem essa malta a pôr o cartão na diagonal, ou a esfregá-lo, ou a colocá-lo a 50 centímetros do leitor, tentam imitar, e a coisa não resulta.

É simples, meus caros, agarrem no passe, coloquem-no em cima do leitor e deixem-no ficar lá. Vão ver que 1 segundo depois as portas abrem-se. Depois é só recolherem o passe e irem à vossa vida.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Uma manhã

Hoje acordei com a urgência de adiantar trabalho, com a necessidade de arrumar a casa, com a pressa de ir trabalhar, com a vontade de devorar uns ovos mexidos com bacon.
Não fiz nada disso.
Deixei-me ficar ali, apenas feliz.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Primeiro foi assim

Da Pipoca já se sabe, já se leu, já se conhece.
Porque hoje a Pipoca é assim, é de todos.
Mas poucos sabem o que eu sei, porque o que eu sei não está publicado num livro, nem vem escrito num blogue.
E eu sei, sobretudo, da Ana.
A Ana chegou-me tipo brisa fresca numa noite daquelas quentes. E tal como essas brisas, soube-me bem, mas ela foi-se. Voltaria depois, mais lá para a frente.
Quando voltou era ainda uma Ana fugaz, ligeira. Uma vez mais, chegou tão rápido quanto partiu. Mas desta vez deixou qualquer coisa para trás. Não foi um sapatinho – o que até seria o mais normal – mas foi talvez um perfume de ar, um perfume teimoso que ficou ali a pairar e a anunciar-me que não me deveria esquecer dele.
A cada vez que voltava – e agora já eram muitas – a Ana trazia mais daquela essência doce, doce mas de uma doçura astuta, daquelas que nos prendem e nos fazem querer não sair de perto.
Só que por essa altura a Ana já não era um vaivém desgovernado. Parecia ter parado e parecia, sobretudo, que queria ficar.
Um dia acordei e a brisa que me refrescara naquela já distante noite quente de Verão dera lugar a uma mulher que agora, devagarinho, sem pressas, já não me refrescava como dantes.
Agora, aquecia-me o coração.
Foi essa Ana que eu conheci.
É essa Ana que vive fora da Pipoca.
Foi por essa Ana que me apaixonei.
É essa a Ana que eu amo todos os dias.

Eles que são deuses que se entendam

Se alguém se chegasse perto de mim e me queimasse a testa, deixando-me uma marca definitiva, me expulsasse da minha terra, me lançasse uma maldição – “caminharás errante, perdido pelo mundo” – e demonstrasse ser um assassino cruel e impiedoso eu seria o primeiro a chamar-lhe “filho da puta”. Foi isto que Deus fez a Caim – castigou-o e marcou-o. E foi “filho da puta” que Saramago Lhe chamou em “Caim”, o novo livro do Nobel português, que está a deixar a igreja de cabelos em pé (como se fosse uma grande novidade Saramago ser cáustico em relação à Igreja).

Eu não Lhe podia chamar uma coisa dessas. Mas Saramago pode. E pode, porque é Saramago, e, na Terra, Saramago pode tudo o que os outros não podem, tal como no céu Deus manda e desmanda na vida de todos sem dar cavaco a ninguém.

Hoje, a Igreja já admite que o que vem na Bíblia – a maçã de Adão e Eva, o sacrifício de Isaac às mãos do pai Abrãao, a subida de Moisés ao Monte Sinai – são apenas histórias carregadas de simbolismos. Se assim é, esses valores são naturalmente questionáveis. É o que Saramago faz em “Caim”: questiona, julga, condena. É o que Deus faz na Bíblia: questiona, julga, condena. Eles que são deuses, um na terra o outro no céu, que se entendam. Nós, mortais, não nos metamos nisso.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Mudam-se os tempos

Ontem foi um dia daqueles à antiga, mas com a ordem das coisas invertida.
Ela avisou-me que uma amiga ia jantar lá a casa e perguntou-me se havia ingredientes para preparar uma massa. Disse que sim.

Quando ela chegou, a criança estava de banho tomado, o jantar pronto e quentinho, a mesa posta e o rapaz a acabar de comer.

Lá jantámos.

Depois servi-lhes a sobremesa, levantei a mesa, lavei a loiça e fui deitar a criança.

Quando elas sairam - para ir a um concerto - fiquei a estender roupa e a arrumar o que havia espalhado pela casa. Ainda fui trabalhar uma hora e depois deitei-me.

O mínimo que o meu avô fará quando souber disto será riscar-me da lista de herdeiros, atirando-me de seguida com um "Seu Panisga".

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Não se deixem enganar

Namorávamos há apenas uns dias - uma ou duas semanas, talvez - quando combinámos ir ao ginásio bem cedinho. Deviam ser umas sete e meia da manhã e já estávamos os dois nas máquinas de elíptica e correr nas passsadeiras. Para lá de ter muita pinta, de ser gostosa, de ser culta e inteligente, para lá de escrever que é uma delícia, aquela miúda também era uma entusiasta do desporto e dos ginásios. Estava no céu.

Aquela foi a primeira e a penúltima vez que fomos ao ginásio juntos. A última foi hoje, quase um ano depois. Ou seja, fui enganado. A sacana queria dar aquele ar de gostosona atlética que até malha no ginásio, mas foi só para impressionar. O que lhe vale é que compensou isso com tudo o resto.

Isto para falar das falsidades (as graves) no início das relações.

Há muitos homens e mulheres que adoram mostrar o que não são quando andam na fase da conquista. E eu já vi de tudo - de um lado e do outro. No filme "Groundhog Day", ou "O Feitiço do Tempo", em português, isso é bem explorado. Aí, Bill Murray está preso sempre no mesmo dia. Todos os dias são o dia da marmota. E as coisas acontecem sempre da mesma maneira, todos os dias. É nesse dia que ele conhece Andy MacDowell e interessa-se por ela. Para a conquistar, faz-lhe perguntas sobre o que ela gosta mais na vida. Como no dia seguinte volta a ser o dia anterior, ele vai-se-lhe apresentando como um homem culto e que domina as áreas que ela mais gosta. Faz isto durante vários dias. Ao fim de algum tempo, quando ela o conhece (no dia que é sempre o mesmo) fica encantada. Aquele homem é perfeito. Faz tudo de forma perfeita. Ou seja, ele aprendeu a enganá-la, fazendo-se passar pelo que não é, só para lhe agradar (no fundo, para a levar para a cama, que é quase sempre o objectivo principal dos homens).

Nisto eu até acho que os homens são piores do que as mulheres. Tenho vários amigos que só arrumam a casa quando andam enrolados com uma gaja nova. E só nessas alturas é que são amorosos, românticos, mãos-largas, surpreendentes. Uns tempos depois, voltam a ser o que sempre foram. Desmazelados, brutos, egoístas, forretas. E dá-se o desencanto da parte delas, e levam com os pés, e voltam às noitadas com amigos, às latas de cerveja espalhadas pela casa, às sessões rotineiras de masturbação matinais e nocturnas. No fundo, voltam a ser eles mesmos.

Um dos meus melhores amigos de faculdade, o R., conseguiu mesmo o que eu nunca pensei ser possível: teve uma relação de dez anos com uma mulher que, pura e simplesmente, não o conhecia. Quando falei com ela pelas primeiras vezes assustei-me. Ela falava do namorado, mas a pessoa de que ela falava não existia. Aquele não era o R. Pior: era exactamente o contrário do que era o verdadeiro R. E a rapariga ali andou, durante 10 anos, completamente iludida.

Mas também tenho outro amigo, o N., que um dia me confessou que estava completamente apaixonado por uma gaja, e que achava que era a mulher da vida dele. Puxei por ele e lá me contou que ela o tinha conquistado na cama. Adorava sexo. Por ela, era a toda a hora. Logo de manhã o gajo já tinha um sms da menina a provocá-lo e a convidá-lo para pinarem à hora de almoço. À tarde sugeria-lhe escapadinhas para pensões e hotéis. À noite ia ter a casa dele, ou comiam-se no carro, ou em casa dela. E quando se comiam havia tudo: oral, vaginal, anal, sempre com fartura. E duas e três vezes na mesma noite.
Isto durou dois meses. Depois disso, nem sms de manhã, nem convites para pensões, nem sexo todas as noites. Era muito de vez em quando, e só quando ele insistia muito. Ela já não queria, já não lhe apetecia, fugia, tinha outros compromissos. E mesmo quando se comiam, já era sem chama, a despachar. E, claro, acabou-se o sexo oral, acabou-se o sexo anal e vieram as desculpas do "não gosto assim muito, mas queria experimentar contigo". Afinal não era a mulher da vida dele, afinal tinha andado enganado, afinal aquela deusa era apenas uma enganadora, um Liedson do sexo (piada para homens - o Liedson é conhecido por "O Enganador" por simular muitos penáltis).

Diz-me a experiência que um homem é tão mais feliz quanto conseguir ser igual a si mesmo em todos os círculos por onde se move. É o que, hoje, tento fazer. Já tive relacionamentos em que eu não era bem eu. Já tive outros em que eu era eu, mas não me esforçava por ser melhor do que aquilo que devia ser - e isso não seria ser falso, mas ser apenas melhor pessoa. Nenhum teve futuro.

Hoje acho que não engano ninguém. What you see is what you get. E acho que não me estou a safar mal. Mas prometo tentar ser cada vez melhor.

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Obrigado

Mais um dia de saladas e ginásio, depois de ontem à noite ter sido obrigado a jantar (coisa que não faço quando estou de dieta), já que houve festa do jornal.

Lá voltei à passadeira. Como já tinha feito máquinas e 10 minutos de elíptica resolvi correr apenas 30 minutos, velocidade 12. Cheguei aos 20 minutos e estava de rastos. Reduzi um bocadinho a velocidade, mas não desisti. Estava quase, quase, quase a carregar no botão COOL DOWN quando uma menina loira de top, rabinho bem esculpido, e com umas calças de licra descaídas, se foi colocar mesmo à minha frente, numa bicicleta. Pedalou, pedalou, pedalou. E eu corri 45 minutos.

A motivação é tudo no desporto.

Trrrim!!! Trrrim!!! Trrrrim!!!!

Ela faz planos maquiavélicos para me dar cabo da Playstation.
Eu já ando a arquitectar uma forma de lhe destruir a merda do telemóvel que tem um despertador irritante e que toca de 10 em 10 minutos, todas as manhãs, durante uma hora e meia. E a cada tentativa que faço para me levantar levo com o "Vá lá... só até ao próximo toque".

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Os jornalistas são superfofinhos

Os jornalistas são uma raça muito estranha. É gente bizarra, com hábitos esquisitos, conversas meio malucas, codificadas.

Ontem à noite, em hora de fecho, houve discussão à séria no jornal. Mas daquelas de veias no pescoço e bochechas vermelhas dos nervos. E porquê? Porque editora, jornalista e revisor não se entendiam sobre como é que se escrevia... "Super Fofinha" (ou será superfofinha?, ou será super-fofinha?).

Digam lá que esta classe não se preocupa com coisas a sério.

Ainda é quarta-feira...

Vem aí o que espero que venha a ser um fim-de-semana perfeito, como eu tanto gosto.

Abre logo na sexta com um casamento - eu adoro casamentos - de duas pessoas de quem gostei desde o primeiro dia em que as vi, e que acredito que ainda vão viver muitos e bons momentos comigo ao longo da vida.

Sábado vai dar para dormir, vai haver uma sessão de massagem, um FC Porto-Sporting e depois uma ida à Luz para ver o glorioso.

Domingo será um dia de descanso, beijinhos, quiçá um cinema, um almoço de esplanada e uma noitada a ver eleições. Pode ser até que ainda venha para a rua apitar e que desça até ao Marquês a agitar uma bandeira rosa.

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Velhos hábitos

O difícil é quase sempre o impulso, o primeiro passo, o dizer "é agora" e ser mesmo. Mas depois, quando acontece, quando o fazemos, quando chegamos lá, somos invadidos por uma sensação única.

Disse para mim mesmo que voltaria ao ginásio no início de Setembro. Mas no início de Setembro havia excesso de trabalho, muita gente de férias, coisas por resolver, enfim, aquelas coisas que metemos na cabeça para nos convencermos a nós próprios que só não voltámos ao ginásio na altura definida porque era impossível. Tretas, claro.

Depois disse para mim mesmo que o regresso seria após umas férias, na segunda semana de Setembro. E mais. Decidi que para lá do ginásio começaria uma das minhas já famosas dietas semestrais, que duram um mês. Passaram dois dias, três, quatro, e nada.

Até que ontem, quando saí para almoçar, e quando começava a dirigir-me para o metro a caminho de um japonês, disse para mim: "Não. É hoje". E foi. Não houve sushi, houve uma salada grega com uma garrafa de água. E ao longo de todo o dia só houve mais um iogurte e uma torrada.

E hoje de manhã, ainda antes das 9 da manhã já estava eu a acelerar na passadeira do Holmes Place. 35 minutos, seis quilómetros, 500 calorias. O primeiro passo está dado. Agora, ninguém me pára.

Há velhos hábitos aos quais é bom regressar.

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Há dias assim, parte II

Depois de um dos melhores domingos do ano, uma segunda-feira negra.
Eu sou uma pessoa paciente. A sério que sou. Mas há limites. E esses limites são ainda mais curtos quando o nosso humor já anda por baixo.

Para quem diz que nunca me viu aos berros, hoje já tiveram uma pequena amostra.

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Os ordinários

Há homens ordinários, é verdade. São aqueles tipos que mesmo quando dizem uma alarvidade, uma patacoada grosseira, mas daquelas sem grande força, causam repulsa em quem os rodeia. Normalmente, até a simples presença dessas pessoas incomoda.

E depois há os homens que podem dizer ordinarices, podem sair-se com bocas nojentas, mas que conseguem sempre que isso seja visto como fruto de um grande sentido de humor.

Ou é isto, ou então é bem mais simples: quando é um gajo giro a dizer uma ordinarice é uma cena cool, quando é um gajo feio é um grosseiro nojento.

É como cantava o Fausto, nas "Quatro Quadras Soltas" escritas pelo Godinho:

"Quando se embebeda o pobre
dizem olha o borrachão
quando se emborracha o rico
acham graça ao figurão"

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

A cada passo

Os passos que se vão dando a dois têm quase sempre o mesmo dom: apresentam-nos ao que não conhecíamos. Depois, das duas uma; ou nos aproximam mais ainda ou nos afastam um pouco.

Quase sempre, depois dessas caminhadas, regressamos com a certeza de que queremos ir mais longe. Todos os dias.

sábado, 5 de Setembro de 2009

"Are we sluts?"

É frequente, no início dos relacionamentos, haver discussões e conversas sobre o número de parceiros sexuais que cada um já teve. O normal é ambos mentirem: elas cortam-se e contam de menos, eles exageram e metem na lista aquela miúda a quem aos 13 anos deram uma vez um beijo de fugida.

Mas a verdade é que esta é uma discussão interessante. Ainda ontem vi um episódio do "Sexo e a Cidade" em que a Carrie perguntava se seria uma cabra por já ter ido para a cama com uma imensidão de gajos. A questão é: os homens acham que vocês são um bocadinho putinhas se já tiverem ido para a cama com uma data de manfios?

Antes de mais, a estatística. Um estudo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, apresentado como o mais desenvolvido sobre a sexualidade dos portugueses, revelou que 52,4 por cento das mulheres dizem ter tido apenas um parceiro sexual ao longo da vida. Apenas 0,8 por cento dizem ter tido mais de 9 parceiros. Das duas uma: ou as mulheres mentiram no estudo ou eu só tenho conhecido miúdas percententes às minorias.

Agora vamos à resposta: os homens acham-vos putinhas e não vos querem por já terem tido muitos parceiros? Em geral, não, mas...

Há dois factores básicos a ter em conta quando se faz esta análise: a idade da mulher e a sua vivência amorosa. Se estivermos a falar de uma mulher bonita, com 30 anos ou mais, que nunca teve relações superiores a três anos, então, é normal que já se tenha enrolado com um número jeitoso de gajos. É certo e sabido que os homens são uns oferecidos de primeira e se vêem uma miúda gira e solteira tentam tudo para lhe saltar para cima. Como muitas das vezes o que apenas querem é mesmo isso - saltar-lhe para cima - depois de conseguido, vão à sua vidinha e "amigos como dantes" (esta parte é importante - os homens gostam de saltar para cima, pôr-se a milhas, mas ficar "amigos", porque nunca se sabe o dia de amanhã, e é importante deixar ali uma porta aberta). Ou seja, depois desta aventura, a mulher volta a ficar sozinha, volta a estar no mercado, e, invariavelmente, voltará a aparecer-lhe outro gajo qualquer a querer saltar-lhe para cima. Se ela ceder, lá está - mais um para a lista.

Mas isto é reprovável? Não. Tal como nós, acredito que as mulheres também gostem de sedução e também tenham desejo sexual e vontade de pinar. Como são crescidinhas, não têm namorado e até têm ali uma oportunidade boa, aproveitam. É normal. O que não quer dizer que os vossos namorados futuros fiquem todos contentes com estas histórias.

A situação muda um bocadinho de figura se estivermos a falar de uma miúda de 20 anos, que já teve 20 parceiros sexuais. Aí, minhas caras, vão ter problemas. E vão ter problemas porque dificilmente irão encontrar um homem que ache isso "perfeitamente normal" e que o aceite sem qualquer tipo de reserva. Só tenho um amigo - apenas um - que não quer mesmo saber de quantos parceiros é que a sua namorada já teve e, segundo diz, é-lhe "indiferente" que tenham sido 5, 10 ou 100. E como o conheço muito bem até acho que ele está a dizer a verdade. Mas lá está, ele é a excepção, não a regra.

Por norma, nós queremos saber. E sofremos, e não gostamos de vos imaginar com outros gajos.
Há um factor que pode minimizar isso: se os vossos ex-namorados, ex-casos, ex-one-night-stands forem ausentes. Eles até podem existir, até podem ser 20, mas se não se estiverem constantemente a atravessar no nosso caminho tornam-se apenas fantasmas do passado. Agora se temos de levar com eles em jantares de amigos, em aniversários, em cinemas, ou com mensagenzinhas, conversinhas no Messenger, mails, aí, minhas caras, estão a brincar com o fogo. Uma coisa é encontrar um ex-vosso uma vez, outra coisa é o gajo estar constantemente a entrar-nos na vida.

Depois há outro factor que nos pode tranquilizar. O facto de uma mulher já ter tido um número razoável de parceiros faz com que a curiosidade diminua. Já experimentaram vários, já sabem como é, já conhecem a instabilidade, a dificuldade de "andar no mercado" e sabemos que o que temos para vos dar é muito mais do que isso - é sexo, na mesma, mas também tudo o resto, que não encontraram nos outros gajos. Namorar com uma miúda que só tenha tido um parceiro antes de nós deixa-nos a pensar: "Será que ela não tem curiosidade em experimentar outras coisas, de estar com outros homens?". Podemos até concluir que não. Mas que pensamos nisso, ai isso pensamos.

Só uma nota final: as mulheres escusam de fazer comentários do estilo: "Ah, mas vocês são uns machistas e dizem que as mulheres são umas putas se tiverem ido para a cama com 20 gajos, mas se forem vocês a ir com 20 gajas são uns heróis". Essa é outra discussão.
 

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Massage...

São só os homens que quando vão fazer uma massagem têm uma remota esperança de que as senhoras que nos passam óleo pelo corpo nos façam sexo oral?

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Vamos aderir ao MDBP

Da mesma forma que defendo que o orgasmo é sobrevalorizado num acto sexual, acho que o beijo apaixonado é subvalorizado nos relacionamentos amorosos.
Sou fã de beijos apaixonados. Um beijo apaixonado vale mais do que cinco fodas para cumprir calendário. Um beijo apaixonado, envolvido num abraço, nunca é mentiroso, nunca é fingido, nunca é assim-assim.

Nunca uma relação devia deixar de ter beijos apaixonados. Mas é isso que invariavelmente acontece a quase toda a gente. É por isso que devia haver um movimento em defesa do beijo apaixonado, o MDBP.

Hoje em dia quem mais ordena é o beijo toca-e-foge, essa coisinha sem graça, sem fogo, que pode ser dada por dois amantes, mas também por um pai e filho ou dois amigos. Mas se olharmos em volta, para os casais que nos rodeiam, para os nossos pais, para as nossas próprias relações, é ele que vemos, é ele que manda, é ele que está sempre lá, a rir, malvado, a reinar, a ditar a lei.

O beijo toca-e-foge tem uma função – serve para o “Olá, querida, tudo bem?”, quando se chega a casa. Mas é isso. É só isso. Não pode é servir para o “Até amanhã, amor”, para o “Parabééééns” ou para o “Amo-te todos os dias”. Esse é o papel do beijo apaixonado. Ao contrário do toca-e-foge, o beijo apaixonado não deve ter regras, nem quotas ou limites. Deve aparecer sem convite, sem anúncio, e deve mostrar-se todos os dias. A vida sem beijos apaixonados tem menos graça, menos sentido. É menos vida.

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

A terra do nunca

Gosto de loucos e de loucuras. De gente que vive para a sua arte, que usa essa arte da forma que bem entende, sem olhar a legalidades e moralidades.
Gosto de gente que desafia e divide as pessoas. É gente amada, odiada, mas sobretudo falada e sempre recordada.

Ontem vi o "Man on the Wire", o documentário que venceu o óscar de 2009 e que conta a história de Philippe Petit, o francês que achou que seria "belo" passar um cabo de aço de uma Torre Gémea até à outra e dançar naquela corda durante uma hora. Foi o que fez, foi o que o imortalizou.

Ali bem perto, também em Lower Manhattan, vive o Charging Bull, um touro em bronze, de 3 toneladas, que em 1987 foi depositado, durante a noite, à porta de Wall Street. O autor, Di Modica, queria enviar um sinal de que a bolsa, com a sua força e optimismo, iria superar o crash desse ano - e entendeu que a melhor forma de o fazer seria através da arte, de uma obra que as autoridades não tiveram coragem de destruir, e que acabou por ser colocada ali bem perto, num local hoje visitado por milhares de turistas.

Todos nós devíamos ter um dia a força para atravessarmos as nossas cordas bambas e esculpirmos os nossos touros. Mas a verdade é que essa força vem tão depressa como se vai.

Num rasgo de genialidade, as pessoas que fazem os anúncios dos cafés Nicola resolveram pôr frases em pacotinhos de açucar. Frases que, sem serem óbvias, falam dos tais arames, dos touros. "Um dia beijo-te a meio de uma frase". Todos nós já quisemos calar alguém com um beijo. Poucos de nós alguma vez o fizemos.

Também nunca "dançámos até cair para o lado".
Também nunca "perguntámos o nome" àquela miúda gira que vai todos os dias no metro.
Também nunca "dançámos com ela no meio da rua".
Também nunca fizemos os tais "300 quilómetros para estar com ela".
Também nunca "largámos tudo e fugimos" com ela.

A vida passa e os nunca tomam conta de nós.

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Por que é que os homens perdem o interesse na namorada?*

É recorrente, mas para falar deste assunto tenho de abordar aquilo que considero mais importante em qualquer relação - seja um namoro, um casamento recente, um antigo ou um simples affair: a chama.

Quando ela se vai, dificilmente reacende. E sem ela as relações estão condenadas. Um homem perde o interesse na namorada, sobretudo, quando a chama vira fumo. Quando o frio no estômago desaparece. Quando a excitação de voltar a casa não existe. Quando a vontade de marcar um fim-de-semana a dois é nenhuma. Quando a paixão virou ternura, e não mais do que isso. Quando o sexo é bom porque é sexo e deixou de ser bom porque é sexo com ela. A chama é tudo. Podem achar que o mais importante é o amor. E é. Sem dúvida. É mesmo. O amor é o mais importante. Mas um homem que ama e não vive um amor ardente está susceptível de perder o interesse na pessoa que ama. Está à deriva e poderá, a qualquer momento, ser abalroado por uma qualquer maluca que o deixa com vontade de trepar paredes num quarto de hotel.

Para manter um homem próximo, mais importante do que amá-lo, mais importante do que prendê-lo a um casamento, mais importante do que tratá-lo bem é mantê-lo vibrante, apaixonado. É desejá-lo, seduzi-lo, encantá-lo a cada dia. A cada momento. Isso não é fácil. Não é mesmo. É um trabalho diário, que custa, para o qual nem sempre temos paciência, mas que é necessário. Quem disse que uma relação é uma coisa fácil? Não é. Nada mesmo. Mas se amamos, se queremos muito ter aquela pessoa, então, esta é fórmula.

Já sei que muitos estão a pensar: "Mas quem ama, ama de qualquer maneira. E o amor tem de ser uma coisa natural, e não trabalhada". É mentira. Amar dá trabalho. Tem de dar trabalho. No momento em que deixar de dar trabalho, então, ele arrisca-se a perder-se, a esfumar-se, a transformar-se noutras coisas igualmente boas como carinho, ternura, conforto, alegria, mas já não é amor ardente.

Isto não é válido para toda a gente. Nem para todas as fases da nossa vida. Mas é seguramente válido para quase todos os que vivem nos vintes e nos trintas - que, acredito, são a maioria das pessoas que me estão a ler. Até atingirmos o patamar dos 40/45 anos, o amor ardente continua a ser uma prioridade para nós. Acredito que depois disso, já mais cansados, procuremos outros patamares de conforto, de estabilidade. Acredito que nessa altura o amor tranquilo, puro, simples, nos chegue. Antes disso, não chega.

É por isto que a maior parte dos homens que traem as mulheres tem entre os 20 e os 40 anos. É por isso que é nesta idade que somos mais aventureiros, que procuramos mais desafios, que queremos novidades. Porque queremos chama. Queremos vida. Queremos paixão. Queremos intensidade, adrenalina, surpresa. E se não o temos em casa, por muito que amemos a pessoa com quem estamos, podemos querer procurar isso noutros lados.

Mas como é que se mantém essa chama acesa todos os dias?

É muito difícil consegui-lo. Dá trabalho. Mas o resultado, esse, vê-se mais logo, à noite, na cama.

Por vezes, bastam pequenas coisas para que um homem queira muito voltar para os braços da mulher ao fim do dia. Voltar para os braços da mulher, e "com o telemóvel no bolso".

Maria - Manel tens o telemóvel no bolso.
Manel - Ai, Maria, eu dou-te o telemóvel.

Zumba. E é logo ali, na bancada da cozinha. Isto é possível.

Vamos então a essas coisas pequenas, que até nem dão muito trabalho, e que podem fazer milagres:

Mensagens picantes: Um homem fica logo, bom... como direi..., enfim, vamos lá, arma a tenda se receber uma mensagem do estilo: "Hoje à noite quero que me comas contra a parede da sala". Lá está, mistura atrevimento, dirty-talk apropriado (também podem substituir o "comas" por "fodas", resulta igualmente), surpresa, desejo. Experimentem. Nós adoramos.

Sugestões malucas: Virem-se para o vosso namorado ou marido e digam-lhe, com ar maroto, mas de forma a que se perceba que estão só a seduzir:

Maria - Manel, achas que aquela tua colega gira, a Luísa, alinhava connosco?... assim a três. Gostava que me comesses à frente dela...

Vão ver que os vossos homens até trepam paredes. Existe a possibilidade de eles acharem que vocês estão a falar a sério, por isso, tratem, de seguida, de dizer que estão só a provocá-lo. Mas façam-no depois do sexo, quando já estiverem satisfeitas.

Elogios à performance sexual e ao órgão masculino: Os homens ADORAM que lhe elogiem o órgão masculino. Eh pá, mintam-nos. A sério. Mintam à vontade, que vão ver que nós saltamo-vos logo para cima e nem notamos que estão a mentir. Podem também dizer que adoram a forma como vos comemos (e aqui é a altura certa para usar dirty-talk).

Bocas sobre outros homens:

Maria - Viste aquele gajo que passou. Xiii, até fiquei sem ar.

Uuuuuiiii, o que isso nos irrita. Mas irrita-nos no bom sentido. Deixa-nos na dúvida. Deixa-nos inquietos, mas com desejo de vos saltar para cima. E é isso que se quer.

Iniciativa e arrojo: Esta é uma das coisas mais importantes. Os homens AMAM que as mulheres tomem a iniciativa. E mais: AMAM quando as mulheres tomam a iniciativa e ainda sugerem novidades. Peçam-nos para fazer alguma coisa diferente. Para fazer amor num sítio estranho. Para experimentar uma posição nova. Para introduzir um brinquedo novo. Para ver um filme pornográfico a dois. Sejam criativas. Transcendam-se. Percam a vergonha. Nós adoramos quando a mulher que temos em casa perde a vergonha.

Conclusão: um homem que tem uma mulher assim em casa não vai querer procurar nada noutro lado. Só vai é querer voltar rapidamente a casa e comer a sua mulherzinha marota.

* este post é um dos meus preferidos do meu outro blogue (chiiiiiiu, não se pode dizer o nome). Aliás, é a junção de dois posts num só. É a minha escolha. Agora venham as vossas.

Eu vou ao bau, pronto

Recebi vários mails com pedidos para colocar aqui alguns textos do blogue antigo (chiuuuu, não se pode dizer o nome). Posto isto, vamos lá a saber que textos é que vos ficaram na retina. Não posso republicar tudo, mas posso sempre procurar um ou outro que seja do vosso agrado.

Digam de vossa justiça.

Fico à espera.

O solitário que não gosta de casas vazias

Das duas vezes em que me aconteceu foi dominado por aquela sensação que não se consegue explicar bem, aquela sensação de se percorrer os cantos da casa quando não se procura nada, de andar perdido no sítio que melhor conhecemos, uma sensação masoquista de querer bater com a cabeça contra todas as paredes.

Sou o solitário que não gosta de casas vazias.
Sou o solitário que prefere quase sempre ir almoçar sozinho - com um livro, o ipod - do que galhofar com os colegas de trabalho, entre pedaços de uma dose de cozido para dois ou umas fatias de pizza ranhosa do italiano aqui na esquina. Sou o solitário que telefona de menos aos irmãos, que fala de menos com a mãe, que liga de menos aos amigos - aqueles amigos mesmo à séria. Sou também o solitário que liga de menos o Messenger, que liga de menos a Playstation, que liga de menos a televisão e que se liga de menos à Internet.

Das duas vezes em que me aconteceu dei as tais cabeçadas na parede, chorei, senti-me o solitário mais solitário do mundo. Mas quando elas se foram embora, quando elas vagaram as gavetas da cómoda, quando me deixaram o armário só para mim, quando recuperei todo o espaço junto ao espelho da casa de banho, quando me vi só, dono de todo aquele reino, parei. Para quê as cabeçadas? Era apenas um reset na vida, um reset que eu queria e que, agora, estava ali, à espera do 0001 no conta-quilómetros.

Ontem deixei eu os armários vazios.
Não houve cabeçadas na parede, nem choros.
As prateleiras estão lá para ti.
Porque eu não gosto de casas vazias.
E contigo sou o solitário menos solitário do mundo.

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Olá, sou eu!

O guaxinim é um animal curioso, inteligente e engraçado.

Adora dormir, baba-se a comer frutas e cereais, caça, mas só come as presas se gostar do cheiro.

Quando está frio prefere ficar na toca, no quentinho. Logo que o tempo aquece é vê-lo na rua, a passear.

O guaxinim é calmo, pacífico. Só se-lhe eriça o pêlo se se metem com a sua menina.

Sou eu.

É guaxi, é nim, é gua-xi-nim!

Já sei que agora todos me vão perguntar: "Ouve lá, aquele blog do guaxinim é teu?"
E eu vou responder: "O blogue do guaxi? Nim!".