sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

As coisas simples da vida

Há meses que observo isto, e acho que chegou a hora de falar do assunto.

Mas por que é que as pessoas que andam de metro têm medo de colocar o passe, ou o bilhete, no local de leitura das bandas magnéticas? É que praticamente ninguém o faz. Senão vejamos.

Os atravessados. São aquelas pessoas que põem o passe na diagonal para ver se, assim, o leitor o identifica. Há ali uma aresta do cartão que toca no leitor de banda, mas o resto do passe está na diagonal. Por normal, esta operação demora uns 7 segundos, porque, como é óbvio, o leitor não capta logo o chip do passe, o que faz com que estas pessoas vão descendo devagarinho o passe, muito devagarinho, até ele ficar praticamente paralelo ao leitor, que então lá abre as portas. E eu atrás à espera.

Os ai-não-me-toques. Estes nunca, em momento algum, ousam tocar com o passe no leitor da banda magnética. Aproximam o cartão uns 10 centímetros para ver se assim resulta – nunca resulta, meus caros, vocês já andam de metro há muitos anos, todos os dias, e já deviam saber isso. Claro que acabam por ir baixando o cartão lentamente, até que, quando estão a uns dois centímetros do leitor, as portas abrem-se. E eu atrás à espera.

Tirar o cartão da mala? Nunca na vida. Só me falta ver alguém tentar meter uma mala de viagem em cima do leitor, para ver se, mesmo assim, as portas se abrem. É que há gente que passa por lá carteiras, porta-moedas, malinhas de mão, malas de tiracolo, mochilas, tudo com a preguiça de tirarem de lá de dentro a porcaria do passe. Dá assim tanto trabalho? Não é muito mais aborrecido ficarem 15 segundos à espera até que consigam encontrar a posição certa que permita ao leitor reconhecer o cartão? E eu atrás à espera.

Esfrega, esfrega. Estes são os mais engraçados. É aquela malta que até põe o passe em cima do leitor, mas que depois, em vez de o deixar lá quietinho, não, começa a esfregá-lo, a agitá-lo de um lado para o outro, como se assim fosse mais fácil ao leitor reconhecer o cartão. Não percebo.

É aqui ou é ali? Como é que isto funciona? Depois há aquela malta que nunca anda de metro e que quando anda não sabe o que fazer ao bilhete. São os que ficam a olhar para todo o lado a ver onde é que se enfia o cartãozinho verde. E como não há ali nenhuma ranhura não sabem o que fazer. E põem-se a olhar para as pessoas do lado para ver como é que é. O pior é que na maior parte das vezes, ao lado, está um dos quatro tipos anteriores de pessoa. E como elas vêem essa malta a pôr o cartão na diagonal, ou a esfregá-lo, ou a colocá-lo a 50 centímetros do leitor, tentam imitar, e a coisa não resulta.

É simples, meus caros, agarrem no passe, coloquem-no em cima do leitor e deixem-no ficar lá. Vão ver que 1 segundo depois as portas abrem-se. Depois é só recolherem o passe e irem à vossa vida.

12 comentários:

Laetitia disse...

Este post está super cómico! :)

Maria disse...

esqueceste-te da categoria "sopapo no detector" :-)

gralha disse...

OK, se calhar é estupidez minha mas eu estava plenamente convencida que não é suposto tocar no detector mas apenas pôr o chip como que a flutuar sobre a cena...

Maria_S disse...

Eheheh eu fui uma daquelas: "É aqui ou ali?...", mas já aprendi llooooll sorry. Também raramente, mas mesmo muito raramente ando de metro :).

A miúda das letras disse...

E ainda há aqueles que batem com o cartão nas máquinas. E os outros que nunca sabem qual é a máquina que está a funcionar, se é a da seta verde ou a da cruz vermelha.

Deb disse...

Eu faço parte da categoria "Como é que isto funciona?"
Sou mesmo suburbana, man!

Rosa Cueca disse...

eu sou a triste do último caso. torna-se especialmente difícil quando se tem um gajo giro ao lado e se fazem coisas parvas como essa.

Saskia disse...

Isso acontece tantas vezes... O problema é que em hora de ponta essas pessoas encravam as saídas do metro e não há maneira de validarmos o nosso título. Se bem que cá no Porto é um bocado diferente do sistema de Lisboa... Podemos passar sem ter que validar :)

Nuno T disse...

Eu sou aquele que não sabe bem o que está a fazer lá na fila, olho em redor, não tenho passe nem comprei bilhete, saio da fila e vou comprar bilhete, volto para a fila e continuo sem saber o que fazer, olho para trás e vejo um gajo com barba e com ar de quem está "atrás à espera" e de repente lembro-me que tenho carro e saio da fila e rasgo o bilhete porque penso que ainda é dos antigos!

Não falaste destes, pá!

Susaninha disse...

ESTE POST FOI BOM PARA MIM...
Sou um perigo no METRO,AHAHAH:)
Gracis com SUUUUUUrrisinhos:)

Poupinhas disse...

Eu já fiz uma figurinha parecida na primeira vez que comprei um bilhete de metro em Lisboa. que vale é que aprendo rápido..mas que vergonha passei.
KissKiss

Z disse...

Eu sou mais o "esfrega o cartão na porra do sensor, depois de tentar a maneira normal" na esperança que a máquina reconheça o chip e o cartão que, na verdade, estão às portas da morte.